Capa - Sarau

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Sarau Equinócio de outono

sábado, 25 de agosto de 2012

Time (tempo)


O tempo com seu perfume de acaso
Com seu rosto na imagem da palavra
Com seu sangue nas águas dos rios
Com seu olhar na morte de uma virgem.

Carismático e enigmático se tornou patético
Foi rolando nos relevos do rosto e agilidade dos passos
Se  camuflando em rugas e bengalas inacabadas
Se infiltrando no corpo pelo suor da caminhada.

O tempo tornou alguns reis e escravos amenos
Se serve, se dar, se recebe, se doa e se é
Logo ele com seus instintos abençoou o trabalho
E no seu rosto brotou um sorriso no jardim.

Falido e ressuscitado seu relógio marcou passos
Desenhou direções, crepúsculos, precipícios e auroras.
Com o perfume, rosto, sangue e olhar longínquo
O poeta nasceu como o perfume das palavras.

7 comentários:

  1. E poeta que nunca se suja, poeta de palavras suas e sentimentos de um mundo.
    Gostei das palavras, meu amigo. Gostei.

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    1. Obrigado, gostei de ler estas tuas palavras.

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  2. És o tempo o nosso herói e nosso vilão... belo texto

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  3. O resto de uma boa semana, meu amigo!

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  4. Um grande obrigado pelo comentário. Fiquei feliz.

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  5. posso fazer uma critica mais literária?
    acho q faltou um pouco de ritmo, q vc conseguiria trabalhando melhor a métrica do poema. mas tá ótimo sim, é só um jeito de melhorar ainda mais.

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    1. Obrigado pela crítica sempre bem vinda.
      As vezes tento trabalhar a métrica, mas raramente a faço, talvez seja não trabalhar constantemente que não consigo a fazer.
      Abraços!

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